PRIMEIRA INFÂNCIA ("Campo de Sementes")
A velha casa amarela
Acolheu-me, setembro, tão bela
Ela, imponente na esquina
Eu, saudável menina...
Nela, se via o dourado
Da quietude preservada
Em mim, calmo paraíso
Envolta em preces, sorrisos...
Tal como mãe virtuosa
Em seus braços, generosa
Prendeu-me em uma harmonia
Pelos laços da família...
À sua volta canteiros
Esparsos, hospitaleiros
Verti meu choro criança
Nasceu o fruto "esperança"...
Os vizinhos "comadreiros"
Baralharam noite inteira
Pequenos fizeram torcidas
Mulheres trouxeram comidas...
Crescida, de mil maneiras
Envolvi-me em brincadeiras
De carnaval à quaresma
De natal, a festa é a mesma...
Fui marota, atirada
Nas disputas "camaradas"
Levei sorte, fiz "viradas
Ganhei fácil a chegada...
Uma infância de atrações
Nasci para conhecer
Um punhado de emoção
Foi-me dado a viver...